1. A Polêmica da Criação ou Evolução
Quando colocamos em pauta o assunto “Criação ou Evolução”, o que estamos comparando, afinal? Para maior clareza, antes de discorrermos nessa polêmica, vamos enunciar as hipóteses que estamos comparando bem claro que: não tenho a mínima pretensão de defender a tese de que a criação foi realizada por um Deus com uma varinha mágica na mão: blim-blim e lá estava o universo, blim-blim e lá estava a terra, blim-blim e lá estavam o homem e as espécies e de blim-blim a blim-blim as coisas foram aparecendo, nada disso. A complexidade das estruturas da vida e do universo mostra que houve muita engenharia, muita inteligência, muita sabedoria, além de uma perfeita estruturação e planejamento no processo da criação. O Criador, tanto quanto podemos entender no sentido desta frase: “usou suas mãos, ou melhor usou o seu poder de manipular as leis e matérias que Ele mesmo criou , para daí criar o homem”, isto do pó da terra, significando que utilizou os elementos que Ele disponibilizou no planeta.
A descritiva bíblica da criação mostra o Criador estabelecendo e estabilizando a terra tirando-a do caos. Em seguida, criou os vegetais. Logo depois, estabeleceu a vida marinha. Posteriormente vieram as aves e os répteis, dentro da sequência, criou os animais terrestres, e finalmente “formou” o homem do pó da terra. Após o homem estar formado, assoprou em suas narinas dando-lhe o espírito e gerando uma alma que passou a habitar o corpo.
Se fosse Deus descrever todas as equações, reações químicas necessárias para esses eventos, nem um milhão de livros seriam suficientes. Assim, quem quiser entender um pouco mais da descritiva bíblica precisa mesmo ir além, e absorver em primeiro lugar o seu propósito e simplicidade de sua descrição.
Outra afirmação bíblica bem forte é que o Criador criou os seres viventes cada um segundo a sua espécie, em uma enorme variedade de vida, seja em forma ou em tipos.
Simplificando ao máximo o enunciado das hipóteses teremos:
- Hipótese 1 – Criação: A vida é o resultado de um “projeto inteligente e planejado de Deus”, que depois de criar o universo espaço-tempo e o planeta apropriado, interagiu com os elementos presentes na terra criando as espécies, com uma enorme variedade, desde o mais simples organismo até o nível de vida extremamente complexo e racional do ser humano.
- Hipótese 2 – Teoria da Evolução: A vida é o resultado de “interações aleatórias” dos elementos presentes na terra gerando as espécies que evoluem e se multiplicam através de mutações genéticas e da seleção natural, desde o mais simples organismo até o nível de vida extremamente complexo e racional do ser humano. É importante observar que: não há “volição” por trás desse processo aleatório.
A grande controvérsia entre essas duas hipóteses, a meu ver, permanece no fato de excluir a Deus, e atribuir a processos não volitivos, não planejados e não inteligentes, a todo o processo de surgimento da vida e das espécies.
Vamos avaliar a questão em relação a três aspectos:
- Questão da Probabilidade
- Questão da Extrapolação
- Questão da Unicidade
2. As Questões: A Probabilidade, A Extrapolação e A Unicidade
É preciso voltar ao início e refletir sobre a origem da vida. Apesar de não ser ainda compreendida cientificamente, a vida surgiu e se desenvolveu! Mas como?
Considerando que, se não existe nenhuma manipulação inteligente dos elementos presentes no planeta, para que a vida ocorra, então eles dependem única e exclusivamente de que uma série de eventos aconteça aleatoriamente. Esses eventos seriam causados exclusivamente pelas leis físicas, porém sem direcionamento para um propósito, pois nessa hipótese não existe volição (Ato pelo qual a vontade toma uma determinação). Isso equivale a dizer o seguinte: os elementos certos se encontram, se combinam, e se desenvolvem da maneira certa para causar o resultado que observamos – a vida. Devemos, portanto, nesse caso, considerar as probabilidades de ocorrer cada evento e a sequência necessária deles, sem esquecer dos processos que seriam necessários para levar ao resultado.
Entretanto, estamos longe de conhecer todos os processos, os conjuntos de “eventos raros”, e sua sequência para que os elementos se combinem e a vida seja gerada, organizada e mantida. Menos ainda, não conhecemos completamente as combinações dos processos e “eventos raros” necessários para organizar, manter e evoluir a vida até a complexidade atual, o homem racional. Uma coisa é certa: será necessária uma infinidade de eventos para gerar um elemento complexo de vida. Ainda mais, essa vida complexa, passa a ser capaz de se identificar através do genoma e se reproduzir gerando semelhantes.
Para entender essa complexidade, pense na sequência de ações e tarefas necessárias para montar corretamente um relógio suíço, que mesmo sem chegar nem de perto da complexidade da vida humana, vai requerer milhares de operações, cada uma na ordem certa e com a engrenagem ou peça correta para tornar possível sua construção e que opere da maneira desejada. Montar a vida não seria mais fácil do que montar um relógio suíço, de jeito nenhum. Argumenta-se que alguns milhões de anos, permitem tal complexidade acontecer, vamos ver se tal premissa é verdadeira.
Um “evento raro” equivale àquele que é produzido por um conjunto de coisas improváveis, tendo, portanto, baixíssima probabilidade de ocorrer. Observe que se um “evento raro” faz parte do processo para geração de vida, a ocorrência de dois “eventos raros” será ordens de grandeza ainda mais rara. Por exemplo, sabemos ser altamente improvável a chance de você escolher aleatoriamente seis números e ganhar na sena (1/50.000.000 ou uma chance em 50 milhões). Tal condição é demonstrada no fato de centenas de milhões de jogos serem feitos a cada semana, porém apenas um ou mais raramente dois ganham, mesmo assim muitas semanas passam sem haver ganhadores. Agora, a probabilidade de você ganhar duas vezes na sena, seguidamente, pode ser considerado um “evento raro” (1/2.500.000.000.000.000 ou uma chance em dois e meio quatrilhões). Considere a hipótese de que você precisasse ganhar na sena mil vezes seguidamente. Isso seria extremamente raro ou improvável, mesmo que você jogasse quatrilhões de vezes. Pois bem, referimos a esse tipo de probabilidade quando acreditamos na estruturação da vida como algo resultante de combinações aleatórias, ou melhor não planejadas. Mesmo se considerarmos todo o período de existência do universo, que é calculado em de treze bilhões e setecentos milhões de anos, ainda teríamos probabilidades calculadas praticamente zero de isso acontecer.
Considere também o fato de o ser humano ser uma Máquina e Tanto” e não apresentar nada de simples. As características de um ser humano estão gravadas no genoma o qual possui cerca de 46 cromossomos e ao redor de trinta mil genes sequenciados numa molécula extremamente complexa – o DNA que compõe o mesmo. Além disso, o fenômeno através do qual duas células se juntam e formam um ser humano segue uma sequência de processos bastante complexa. Por isso com toda a ciência que temos, até hoje, não o deciframos totalmente.
Partir de átomos e moléculas, gerando um elemento bastante primário de vida, e atingir a complexidade de um ser humano iriam requer não poucas oportunidades, eventos e, processos complexos através dos quais os elementos químicos disponíveis no planeta se combinariam para gerar um resultado maravilhoso que é a vida complexa.
O absurdo matemático!
Para que você possa entender o absurdo estatístico sobre o qual estamos falando, vamos tomar um exemplo de uma tarefa “bem mais simples” e tentar ver a exequibilidade da mesma no universo sem volição:
- Pegue 40 dados
- Cada dado com seis faces apenas
- Lance os dados para o alto
Pergunta: Qual será a possibilidade de os dados caírem todos com uma determinada face, que escolhemos de antemão, para cima?
Bem simples não é? Até uma criança entende esse processo, pois bem vamos calcular com base nas seguintes suposições:
- Os dados são perfeitamente balanceados e uniformes.
- Para facilitar as coisas, vamos considerar que, a cada segundo do nosso tempo, conseguimos lançá-los e observá-los um milhão de vezes, isto é, cada evento dura apenas um microssegundo (0,000001 do segundo).
Colocamos no gráfico abaixo, com a escala de tempo logarítmica, para conter toda a faixa de tempo, o cálculo estatístico, com o objetivo de mostrar que até cerca de vinte trilhões de anos jogando, a possibilidade de alcançarmos o resultado esperado é praticamente zero. Observe o universo, o qual tem apenas cerca de treze bilhões e setecentos milhões de anos de existência; portanto, ordens de grandeza abaixo do mencionado acima, enquanto a idade da terra é calculada em cerca de quatro e meio bilhões de anos. Seria um absurdo imaginar que eventos mais, mais, e muito mais complexos do esses acontecessem por acaso, chega ser uma alienação.
Por favor, entenda isso apenas como uma base de comparação de referência, o quebra-cabeça da vida, a meu ver, seria muito mais complexo.

Por favor, entenda isso apenas como uma base de comparação de referência, o quebra-cabeça da vida, a meu ver, seria muito mais complexo.

“O avanço tecnológico é um indicador da existência de racionalidade, portanto o ciclo desse pode ser também, um indicador da existência do homem racional na terra, como o conhecemos hoje. Se o mesmo genoma estivesse presente na terra há muito mais tempo, porque o desenvolvimento tecnológico só desabrochou nos últimos seis a dez mil anos?”
3. A Perplexidade da Teoria da Evolução
Assim para concluir, quero apresentar três coisas me deixam realmente perplexo em relação aos defensores da teoria da evolução:
- Não é o fato de procurarem descobrir como a vida chegou ao estágio atual, mas de veementemente procurar excluir Deus do processo da criação, optando por “processos sem volição” para geração de vida. Matematicamente, biologicamente, fisicamente, isso não é viável.
- Considerar a teoria da evolução como “Fato”, não obstante o próprio nome indicar que ainda é uma teoria, e portanto, apenas uma possibilidade do “Fato”, assim não é ainda uma conclusão do “Fato” até ser indubitavelmente comprovada. O que ainda não ocorreu.
- Ao excluir Deus da origem, passam a depender de eventos e processos sem inteligência, sem planejamento que acontecem de forma aleatória ao longo de pouquíssimos milhões de anos. Assim, seriam concebidos irracionalmente todos os eventos e processos necessários para que a vida seja estruturada de forma complexa como ela é. Na verdade, estatisticamente, nem mesmo dezenas de trilhões de anos tornariam isso provável. O universo não dura todo esse tempo, na verdade, nem uma casquinha desse tempo. Portanto, a base de sua teoria, se firma em processos estatisticamente improváveis, mesmo ao longo de toda a duração do universo.
Mas se ainda quiserem afirmar que o universo é propenso à vida, ou induz a vida por si mesmo, aí já estamos falando de um “projeto” altamente racional não de “processos irracionais” conforme a teoria da evolução. Nesse caso, o “projeto” por si só será a maior evidência do Deus Eterno e Criador.